domingo, 18 de dezembro de 2011
Beba você também
"Pero los pájaros no pueden ser enjaulados
porque ellos son del cielo, ellos son del aire
Y su amor es demasiado grande para guardarlo."
(Cuidándo-te - Bebe)
Hoje cercada de gente encarnada e virada no "mói" de coentro. Pegando no batente, o meu Coletivo Angu. No batente nada, escadaria inteira. É, meu filho e minha filha, a mágica do teatro atende pelo nome de trabalho. Todavia, como artista é um bicho que carrega pedra tirando onda (não me admira os idiotas de plantão nos confundirem), volto para casa muy contenta, e já tou é de banho tomado, buchinho forrado, enchendo linguiça no blog. Não me entendam mal. Iguaria fina. Viciada nela. BEBE é seu nome.
Ceronha
P.S.: Minhas preferidas são as mais densas, mas, hoje é domingo, afinal. Dancemos.
"Me guardo tu recuerdo
Como el mejor secreto".
(Siempre me quedará)
"Yo soy del sur tu eres del norte
No hablamos el mismo idioma
Pero haremos que no importe."
(Como los olivos)
sábado, 17 de dezembro de 2011
Tecendo
Há exatos dezessete anos (17/12/1994) se despedia meu Pai. E acho que era sábado também. A data nunca me abateu, exatamente. O Velho me fez a filha mais feliz e isto é tanto! Entretanto, não esqueço. E neste dezessete do doze de vinte onze me comove, inevitavelmente, também a partida de Joãzinho Trinta, Sérgio Brito, e Cesárea Évora.
Não por isso, mas não deixa de ser curioso escolher(?) passar o dia em companhia de quem já ficou "encantado". Pois é como disse o Guimarães Rosa, "as pessoas não morrem".
Estarei tentando camuflar o banzo?
Na boa, antes crer no fato de que o Sérgio Pezão divulgando a oficina Estado Intermediário (mais tarde postarei a respeito) aumenta consideravelmente a responsabilidade. Então me tranquei em casa com o Jerzy (Grotowski) e termino toda motivada, é verdade, mas não pra encarar a vida na cidade real. Hoje, eu digo.
Marido viajando...
A distância do Recife Antigo e a certeza de que dividiremos o palco em janeiro pesando na decisão de adiar Ela sobre o silêncio, solo da bailarina Helijane Rocha (a Lili), que eu simplesmente A-D-O-R-O. E nem é correto abusar de uma amizade tão linda, minha preciosa. Perdoa?
A Andréa Veruska liga em cima da hora convidando pra uma festa. Puxa vida, "quenga", só agora? Dá nem tempo da pessoa se "ajeitar". Tou mais baranga do que nunca. Deus me livre de encontrar aquele povo lindo e feliz da Trupe Ensaia Aqui e Acolá, sem o mínimo de dignidade! Tudo bem, sei que mesmo convidada com antecedência tenho me ausentado. Mereço este "quase" fora. Divirtam-se, viu? Uuuuhahahaha!!!*
E há este lugar de onde enviar sinais de fogo... Quem avista?
Com sono. Hum, muito estranho.
Buenas noches.
Cé.
*Risada de monstro que é marca registrada da Nínive Caldas, e eu copio na cara dura.
P.S.: Esperando um clip? Se engana quem apostou na cabo-verdiana, apesar da admiração potencializada pela influência da Marta Aurélia. Tenho ouvido mesmo é o Pedro Guerra. Sem destino.
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Nó de marinheiro
Vitoriosa, mas, exausta, confesso que se você fosse doido de me mandar definitivamente "pras coxias", não vou dizer que meu amor imenso se rendesse a Mumbai, Sri Lanka, mas, sei lá, na hora do pega pra capar, quem sabe comprar aquela casinha dos teus sonhos em Itabirito?
Ai, ai, ai, que essa cobra quer asa. Dou é nada.
Olha, querido, melhor mesmo que permaneçam, como de costume, as minhas mal dormidas serpentinas saltando de seu armário. Um dia o horário combina, juro por Zeus. E, antes que o Chico nos cobre direitos, "eu te quero livre também".
escarCéu Pontes
Sei lá que dia é hoje.
domingo, 11 de dezembro de 2011
Estrelas, Leões... Quem mais?
Tem assunto que não consegue realizar a longa travessia entre o coração e o lápis (ou o teclado).
Insisto. A palavra é o que me excede. Assim, retida, me rouba os dias. Feito cigarro. Um por sete, ouvi dizer. Ao menos me convenci a só fumar em cena. Não cesso de procurar este desvio nos personagens, confesso. Encontro. No entanto, fora de cartaz. Infeliz da vontade.
Isto aqui agora também é procura. Procuro canais. Procuro leveza. Escrevo c-a-n-a-i-s, escrevo l-e-v-e-z-a. Quê mais escrevo?
...
...
...
Escrevo e-n-c-o-s-t-o. Foi um passarinho malvado quem me soprou. Podendo representar conforto, eis que a entonação do bicho sugere o contrário. Leitura perfeitamente possível. D-e-s-c-o-n-f-o-r-t-o, escrevo. Sinto.
Olha, eu sinto muito.
...
...
...
D-e-l-e-t-a-r, escrevo. Conselho da vaidade. Considero. Realizo.
R-i-s-c-o. Agora quem soprou foi a pulguinha inteligente e modesta que me persegue. Dados supostamente destruídos podem ficar arquivados em lugares insuspeitos, explodindo a qualquer moment... POU!
Garganta explodida, estômago explodido, cérebro explodido, coração explodido.
Maldito instinto de sobrevivência.
Escrevo outra vez:
S-O-B-R-E-V-I-V-Ê-N-C-I-A.
...
...
...
M-i-o-j-o, escrevo. Putz, ainda escrevo?
Significado de miojo: falta de opção. Ou seria de inspiração? De qualquer modo, é o que me aguarda. Fui.
Não sem antes lhes presentear com uma jóia que me enche os olhos cada dia mais. Ah, porque eu entendo por sobrevivência aquilo lá de não perder a ternura.
Sin perder la ternura jamás, escrevo (sem soletrar pois já estou de saco cheio e imagino que vocês também) e pergunto: precisa de nota de rodapé?
Paradis ilustrando outra vez as tais entrelinhas.
Ceronha Pontes
11 de dezembro de 2011
P.S. (12/12/2011) Dúvidas chegando via e-mail. Pra sacanear, né?A jóia é a Vanessa, minha gente. Se bem que o Che...
terça-feira, 29 de novembro de 2011
O insuportável mau cheiro da memória*
Poeta Carlos,
Tu, que lá nos meus tenros anos te tornaste o amigo verdadeiro que de um tudo me explicava, para tudo me preparava, feito fosse mensageiro do meu pai distante, ainda que presente, perdoa o descuido "daquela mocinha". Não por maldade arredondei-te a capa dura. De tanto carregar-te comigo, foram gastos os cantos, desbotada a cor, mas, nunca desdenhada a poesia. Ah, o meu livro vermelho*, quem escreveu foste tu, Poeta Carlos! Vermelho-fubá e troncho, ainda e sempre inspirador. Revolucionário.
Nem por desamor, tu bem sabes, doei-te quando precisei que o barco ficasse mais leve. Seja feliz quem te encontre, oh Poeta, naquela comunidade. Possam descobrir em si desejos tão grandes quanto os que em mim promoves, e que se movam mesmo por eles, tanto quanto acredito caber o mundo no meu peito.
Sou, por tua amizade, eternamente agradecida, e nunca me reconheci em algo sem que me lembrasse de tua Canção Amiga*. Por isso te escrevo. E havia tanto tempo não é?
Te escrevo por Mary e Max (filme de animação do Adam Elliot). Depois por causa de O Jardim (peça de teatro do dramaturgo e diretor Leonardo Moreira). Por fim, outro filme, Meu País (de André Ristun, com Rodrigo Santoro, Cauã Raymond e Débora Falabella).
Sei, Poeta, e saberei mesmo quando o Rinoceronte se esquecer completamente do Girassol*, que nem todo aquele que está longe dos olhos cala ao coração. Há pessoas que, não importando quantos anos ou oceanos as separem de nós, nos salvam. Sei.
Enquanto há aquelas que a natureza atira, sem explicação convincente, no mesmo "jardim". "Crescei e se multiplicai-vos", debocha. Amor condenado. Também sei.
E é mesmo significativo, amigo Carlos, que te escreva aqui do meu Torrão (do "Meu País"), contando esses lances. Olha, Poeta, não foi fácil. Quando o filme começou, num horário classificado como sessão de arte, foi me dando um sono... Até depois da metade ainda me perguntei, com uma ponta de maldade, porque diabos tudo o que é sombrio e enfadonho ganha status de filme de arte? E não sei exatamente quando "a coisa" me pegou de jeito. Acho que desde o primeiro instante tudo estava anunciado, mas era tão difícil de digerir. Sabe quando as semelhanças são coincidências de uma tal infelicidade, que é melhor dormir? No fim, guardando um choro muito meu, fui até capaz de gostar da Ana Carolina que cantava enquanto subiam os créditos.
Aí me deu uma vontade de falar contigo, Poeta, de cantar contigo um bregão francês. Vontade, meu amigo, que tu pudesses agora, tanto quanto me ensinaste a suportar a juventude longe de casa, me ajudar a aceitar reaproximação sofrida. Indesejada, até, nos moldes em que se apresenta. Dever exige serenidade, Poeta. Ah, vamos abrir os vidros de perfume!
J'avais dessiné sur le sable
Son doux visage qui me souriait
Puis il a plu sur cette plage
Dans cet orage, elle a disparu*
Agora bem alto, Carlos!, que é pra espantar "o insuportável mau cheiro da memória".
Et j'ai crié, crié, Aline, pour qu'elle revienne
Et j'ai pleuré, pleuré, oh! j'avais trop de peine*
...
...
...
Os bons aromas convidam já, meu caro amigo. Enxuguemos o rosto. Vais gostar de encher a pança com o feijão da Tia Z, servido mesmo no velho fogão à lenha da casa da Vovó. A propósito, a Vó é poema que jamais saberei escrever. Te atreves?
Ceronha Pontes (Cecé).
Tamboril-Ceará, 29 de novembro de 2011
* Verso de Resíduo, poema do Carlos (Drummond de Andrade).
* Aos 14 anos veio o meu primeiro Drummond, numa coleção chamada Literatura Comentada, cheia de outros autores que me marcaram. Drummond, cuja poesia me afetou para sempre, tinha a capa vermelha. Aqui, uma brincadeira com o Livro Vermelho, de Mao. É que só me deixo levar por homens como o Carlos.
* Poema do Carlos.
*Os anônimos. Amigos "esquisitos" cujas histórias desconhecemos, mas que se fizeram tão bem quanto Mary e Max. Mesmo os que não conseguiram cumprir a promessa de durar para sempre, ou até que estivessem velhos, discutindo a qualidade do fraldão. Mesmo estes.
* Aline. Canção francesa bem 'batida" e que nos deixa a todos com lágrimas nos olhos quando embala as lembranças dos personagens de O Jardim.
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Day after day
"Devagar... As janelas olham.
...
Eta vida besta, meu Deus."
(Cidadezinha qualquer - Carlos Drummond de Andrade)
Pra começar, "piti" é uma coisa que eu acho realmente cafona. Passou dos trinta anos então, tratamento urgente. Falar nisso, perdão aos deuses do teatro, pelos que EU (que é por quem posso responder) tenha cometido. E nos protejam do mal. Amém.
Bom senso, gentileza e suavidade. Acredito.
Fortaleza.
Amigos com o semblante carregado de conceitos. Alguns não me abraçaram.
A J.C, com sua linda cabeleira de Beatriz, fala de encenação grandiosa para peça pequeno-burguesa.
Então eu fiz uma peça "pequeno-burguesa"? E eu que já fui aquela, né? Que superação! Pois hoje também acho cafona julgar que este ou aquele não tenha o direito de doer. Pior é que é mesmo verdade (ou vocês acreditam que a inspiração nasce de chocadeira?) que alguém se matou ouvindo My Way. E se nem o Frank Sinatra conseguiu salvar a pobre alma...
A amiga M.A mais ensolarada do nunca. Saúde restabelecida. O resto nunca foi problema. Transborda talento e doçura.
A S.S conseguiu ficar ainda mais bonita. Além de nascida para o palco. Quero trabalhar com você, querida. Morro de tesão nos melhores.
E o R.M, bem inteirado de que minha família anda excursionando pelo inferno, a postos, como o melhor dos amigos. Não tem preço.
Voltei cheia de dores pelo corpo todo. Demasiado esforço pra caber ainda. Lá.
Em casa. Já falando "aTirar o biXcoito", em vez de "rebolar a bolacha". Quem não for cearense ou pernambucano, voou.
Inusitadas demonstrações de afeto chegando com uma vida de atraso. Sem saber o que fazer com, não faço nada. Fui.
Cirurgiada. E como tenho um ímã fuderoso para médicos loucos, o anestesista merece um post só seu.
Quantos livros acumulados! E o marido, tirando onda com o fato de que eu, USANDO ÓCULOS!, repouso no verbo LER, canta o manjado tema da Isaura: LERê, LERê, LERê, LERê, LERê. Gente, era pra ser engraçado.
Minúsculos assassinatos e alguns copos de leite, da Fal Azevedo, sugerido pela Márcia Cruz. Flagrante inspiração. Agradecida, La Cruz.
Ele faz pic-nic pra mim, aos pés do sofá, onde montei meu acampamento, porque ficar prostrada na cama é dose. E me serviu até "cadáver". A "casa" é vegetariana. O que me custará a concessão?
Telefonemas do André, mensagens da Lili.... Ih, tou falando os nomes. É que eu também não sou baú, André. (Risos).
Falando na Lili... Ela dança, eu choro.
Uma lua quebrada.
Sorvete com café.
Ruthinha, aqueles que eu não decoro o nome, Manu, Grazi, Pereirão, zzzzzzzzzzz...
Ligar para Tia Z.
Vovó diz: "Eros e Cecé vêm aqui pra casa". E a gente não queria mesmo outra coisa.
Agora pra Mamãe. Conversa cada dia mais breve.
Lembrar do Papai:
- Alô?
- É aí que mora um velho comunista?
- E você quer matar este velho de saudade?
Freud faça a gentileza de não explicar.
Desobediente, já de pé, pilotando o fogão. Risoto de palmito com maracujá. Acredite, funciona.
Morgan, Clint, Allen, Brando, Brad...
Across the universe...
Ainda não respondi ao e-mail da L. E a Duquesa de Belo Jardim não é alguém que se deixe a esperar.
Todo dia falar com a Pequena:
- Você tá bem, Titia?
- Estou. (Não era eu que devia perguntar?)
- Tá bem mesmo?
- Claro que sim, meu amor. (Eu chorando já, né?)
- Tanta saudade dos seus beijinhos!
Eu tou chegando, Pequena. Irremediavelmente tarde. Algum dia me perdoe. E que ninguém (ninguém mesmo) se meta nesta nossa conversinha.
"Eta vida besta, meu Deus".
Ceronha Pontes
16 de novembro de 2011
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Tá certo, meu amor, "você veio pra ficar/ você que me faz feliz/ você que me faz cantar assim...". É fato. E é bom de carregar. Então não fique triste se me distraio, às vezes. Confie. Não vire um chato. Deixe ser, sem que lhe pese o meu contentamento.
Céu Pontes
(que dia é hoje?)
P.S.: Tão linda, meu Deus! Que mal há?
*parceria da bela com arnaldo antunes
Céu Pontes
(que dia é hoje?)
P.S.: Tão linda, meu Deus! Que mal há?
*parceria da bela com arnaldo antunes
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
Essa febre que não passa...
Se você for do tipo que tem aversão a relações homoafetivas (é, esse lance entre sapatão, bicha e variações), NÃO VÁ. Sugiro procurar outra coisa pra fazer. Que tal catar coquinho? Podendo ainda pentear macaco ou coisa que o valha. OU VÁ. E quem sabe se liberte de suas idéias tortas e nos ajude a "reconstituir coisas idas"?
Quem sofreu bullying na escola, e ainda hoje tem arrepios só de imaginar alguém lhe chamando em voz alta, para quem quiser ouvir, seja em aeroporto ou consultório médico, NÃO VÁ. OU VÁ, e resolva de uma vez por todas se divertir com o fato de se chamar Aganeide (de Agamenon com Ivaneide), Hypotenusa, Holofontina, Jéssica Paola, Cláudya Gabrielly... Acreditem, tem gente que se chama Ceronha e se acha. Ô nome lindo!
Se a velhice lhe apavora, NÃO VÁ. Quanto a mim, aprecio as ondas. Meus pés estão molhados e isto é que é contentamento. Ah, VAMOS ver o mar! Antes que seja tarde.
Quem nasceu na família errada, no lugar errado, toda inadequada, incompreendida, mal amada, cheia de "desejos sem pernas", açoitada por idéias, em quem "o por do sol dói mais que chibatada de mãe" e nunca um lance realidade arrebatou mais que um retrato de Frida Kahlo, MELHOR NÃO IR. Isto pode lhe doer tanto! A menos que já tenha perdido todas as esperanças. Neste caso, DANCEMOS.
Hermila Guedes
Foto: Rafael Escócio
Quem esteja no limite do precipício, lamentamos, mas ESTA PEÇA NÃO LHE É RECOMENDÁVEL. Não permitiremos a sua entrada. Favor não insistir. A não ser que nem as nossas súplicas lhe impeçam fazer do seu jeito. Neste caso, LHE AGUARDA um Sinatra na vitrola antiga, "programada para tocar a faixa doze sem parar".
ESSA FEBRE QUE NÃO PASSA
Em Fortaleza, no Theatro José de Alencar, dias 05 e 06 de novembro.
Ceronha Pontes
Recife-Pe, 28 de outubro de 2011
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Febre misteriosa deixa Fortaleza em estado de alerta!
Tive que cancelar coisas mui importantes depois de anunciá-las, de modo que estou é com medo de fazer propaganda mas, vamos lá, que a Febre continua subindo. Agora em Fortaleza, minha gente, nos dias 05 e 06 de novembro no Theatro José de Alencar.
Sábado(05) às 19 e 21h. Domingo(06) às 19h.
ESSA FEBRE QUE NÃO PASSA
Da obra de Luce Pereira
Direção: André Brasileiro e Marcondes Lima
Com Ceronha Pontes, Hermila Guedes, Hilda Torres, Josi Guimarães, Mayra Waquim, Márcia Cruz e Nínive Caldas
Produção: Tadeu Gondim
Uma realização do Coletivo Angu de Teatro (Recife-Pe)
Ceronha Pontes e Hermila GuedesFoto: Rafael Escócio
Sobre a peça? Bem, é claro que um maine coon não vai trazer a sua amada de volta. Tampouco um yorkshire lhe dará status. E Sartre estava certo quanto ao inferno. Ah, o outro! Amor nem sempre vem acompanhado de beijos e, às vezes, MATA. Duvida?
Venha ver.
Ceronha Pontes
Recife-Pe. 26 de outubro de 2011
P.S.: Pelo amor dos deuses, quem estiver planejando cometer mais alguma desgraça que impeça este acontecimento, espere ao menos eu terminar meu serviço. Né brincadeira não, negrada. Cada apresentação cancelada é din-din que me falta. Vou começar a repartir minhas contas, viu? KKK!!! Só rindo.
terça-feira, 25 de outubro de 2011
"Nafinquisriu"
Ele lamenta que não esteja ao seu alcance livrá-la dos males da vida. Mas ela sabe o quanto, por causa dele, escapou de se partir.
Ontem mesmo já entregava os pontos quando ele cantou Strawberry fields forever. De repente o trânsito e calor infernais já não somavam à sua agonia, e também ela cantou, pecando propositadamente no inglês. Sente-se a criatura mais amada podendo expor o seu ridículo às risadas dele.
Os carros dançavam.
Ceronha Pontes
Recife-Pe, 25 de outubro de 2011
Assinar:
Postagens (Atom)

