sábado, 16 de fevereiro de 2013

Cadê o pião?



Considerando que um artista carece de quem fresque um tanto com a sua cara, salvando-o dos riscos de levar-se demasiado à sério, convoquei o Primo Ed Lima para a reestreia de Camille Claudel, dia 14 de março no Teatro Glauce Rocha, Rio de Janeiro. Claaaaro que ele topou.
Ed não é o único a quem concedo a ousadia de tirar onda com a minha cara. Tem também o Eros Oliveira e o Rogério Mesquita (outra pessoa nem tente). Estes dois já devidamente organizados para o evento.
Se depender do Eros, o trio receberá a plateia, em plena Av. Rio Branco, com brilhante performance inspirada numa pérola do cancioneiro cearense. Segue.



"Kamilinha cadê o pião"? Oh, mon Dieu!
Enquanto lá no palco os mortos tremem. "Ou não".


quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

As-tu déjà aimé?


1- Merci, Rogério Mesquita (que me presenteou com esta película).
2- O vídeo a seguir me faz ver longa estrada atrás de mim.
3- E eu gosto muito da última frase do filme*.

C.P.
07 de fevereiro de 2013

Les Chansons D'Amour



*  "Não me ame tanto, mas me ame por muito tempo". 





CONCEPÇÃO III




- Oh, Tesão, atenderás por Espírito Santo e providenciarás.

C.P.
07 de fevereiro de 2013

SILENCE





segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

AMARELA II



- Ao contrário do que dizem, ela tem vida breve. 
Surge líquida, transparente. Promessa de te matar as sedes todas.Mas justamente quando ela vem, é que falta pouco e você vai precisar de calma. Calma pra entender o movimento e livrar-se, um a um, de todos os melindres, no tempo que restar. Acolher o luto.
Líquida, não esqueça. Sentiu molhar, observe, observe, observe...
Vai ficando espessa, ganhando uma cor esbranquiçada, opaca. Neste momento é comum se desequilibrar um tanto, praguejar, mas, se você entendeu não se desgaste. Só mais um pouco e é já o fundo. Aí sim, momento de se encolher e chorar. É justo. 

Tempo.

- Repare, é agora. Aspecto emborrachado. Pronto, amarelou. Morre assim, a Esperança: amarela.

Pesado silêncio.


- O que vem depois é vermelho, mas já tem outro nome.

...

Ceronha Pontes
Recife-Pe, 28 de janeiro de 2013.

Para ler AMARELA I




domingo, 27 de janeiro de 2013

MÃE E FILHO (Dois Perdidos)



Ele se achando no direito de ser cruz. Ela se achando no dever de carregar.

Cecé
Recife-Pe, 27 de janeiro de 2013 


sábado, 26 de janeiro de 2013

PEDAÇOS DE VIDRO



Foi ela, Margarida, a Paixão. Aí não sobrou do que fizessem civilizado "bom dia". 
Impetuosa, vive do que inventam os seus olhos coloridos e que, invariavelmente, lhe sirva ao prazer. Ao próprio e breve prazer. 
Foi a porra da Paixão, Margarida.
E pensar que seria uma linda Amizade...

Ceronha Pontes
26 de janeiro de 2013

sábado, 19 de janeiro de 2013

Padecendo no Paraíso


Filhos a mais, a desgraçada. Queria ser a Mãe de um só. Aquele. Fosse o seu adorado primeiro e único.
Eis que a vida (o marido?) lhe impôs dois adotivos e mais aquela outra, a pior de todos pois, sua de sangue, mas não de idéias.

Ceronha Pontes
Recife-PE, 19 de janeiro de 2013



sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

CURTAS



MAGRA
Amiga minha disse que finalmente reconheceu e adotou regime infalível: a Mãe.
É ligar pelo menos uma vez ao dia para a Mãe que em coisa de semana ou duas os quilos a mais se vão.
Trata-se de uma mulher tão, mas, tão amarga, que derruba apetite até do Cão.

OTIMISTA
Cheinha de Fé, a boneca de pano que já vem com a velinha apagada:
- Desisto. Entrego tudo pra Deus.
Estragaprazeresinhos responde:
- Deus não existe.

INVERTIDA
Menina pequena lá dos Inhamuns ouvia a Mãe repetir ditados cuja aspereza, nem em boca de Madrasta. O que mais confundia a pequena era assim: "Filho quando perde o Pai, perde SÓ o Pai. Quando perde a Mãe, perde TAMBÉM o Pai".
Lhe pareceria ainda mais estranho quando da morte de seu Pai.
Crescida, concluiria que teve um Pai que era uma Mãe.

DIVERTIDA
- KKKKKKK!!!!!

ETC.

Ceronha Pontes
Recife-PE, 18 de janeiro de 2013

domingo, 13 de janeiro de 2013

CONCEPÇÃO II



Assombrados pela dúvida, Pai e Filho não chegaram a ser.
Desnecessário, o Espírito Santo partiu que não deixou endereço. 
A Mãe derramará seu pranto coadjuvante ad infinitum.

Ceronha Pontes
13 de janeiro de 2013

Para ler CONCEPÇÃO I.